Projeto Ecovaloração

Valoração de serviços ecossistêmicos de zonas ripárias do bioma Cerrado: identificação, caracterização, avaliação e monitoramento

O Projeto ECOVALORAÇÃO se iniciou em maio de 2012, sob a coordenação da Embrapa Cerrados em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária, Embrapa Agrosilvipastoril, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Florestas, Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Agrobiologia, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Solos, Universidade de Brasília, Universidade de Campinas, Universidade Federal de Uberlândia e Universidade Federal do Tocantins. Os objetivos do projeto são: caracterizar, monitorar e valorar os serviços ecossistêmicos de zonas ripárias do bioma Cerrado, visando subsidiar a formulação de políticas voltadas à remuneração desses serviços e ao estabelecimento da agricultura sustentável. As matas ripárias são ecossistemas regidos pela legislação brasileira como áreas de preservação permanente devido à reconhecida importância na qualidade de vida humana e na segurança pública. Grande parte das matas ripárias está incluída em propriedades rurais, sendo assim, fazem parte do agroecossistema visto de forma mais ampla. Apesar da sua importância no fornecimento de serviços ambientais tanto para o ecossistema quanto para o agroecossistema, a vegetação ripária tem sido historicamente degradada devido, sobretudo às suas condições favoráveis de solo para a agricultura. Diante disso, fica evidente a necessidade de estudos sobre os processos/funções/serviços ecológicos desempenhados pelas zonas ripárias, e a quantificação e a valoração desses serviços. Essas funções podem ser reconceitualizadas como serviços ecossistêmicos na medida em que determinada função desencadeia uma série de benefícios ao ser humano. Dessa forma, a zona ripária fornece serviços ecossistêmicos como: manutenção do equilíbrio térmico dos ecossistemas aquáticos, conservação do solo e da biodiversidade, provimento de inimigos naturais para o controle de pragas, fornecimento de abrigo e alimentos para animais polinizadores e dispersores de sementes, dentre outros. A qualidade de vida e a produção agrícola são profundamente dependentes dos serviços gerados pelos ecossistemas, dentre eles os inerentes às zonas ripárias. De fato, compreender empiricamente o relevante papel das zonas ripárias no fornecimento de serviços ecossistêmicos não é suficiente, sendo necessário, além disso, a quantificação e a valoração desses serviços.