Exibida em 22 de julho de 2019, no programa Bom Dia DF, a reportagem da Rede Globo fala sobre como o Rio Melchior está cheio de lixo, poluição e mau cheiro. O coordenador do projeto AquaRiparia e pesquisador da Universidade de Brasília, José Francisco Gonçalves Júnior, explica que são muitos efeitos da degradação e da desordem humana no cuidado com o meio ambiente.

 

Acompanhe a reportagem:

PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO DO RIO ARAGUAIA

14 A 30 DE JANEIRO DE 2019

 Prezada comunidade acadêmica, é com grande satisfação que faço um breve relato sobre a Expedição Biguá, desenvolvida entre os dias 14 a 30 de janeiro de 2019 na Planície de Inundação do Rio Araguaia. Percorremos cerca de 1.556 km de rio (percurso de ida e volta), compreendendo pontos de coleta no canal principal do Rio Araguaia, 50 lagos e cinco afluentes (Rio Vermelho, Rio do Peixe, Rio Crixás, Rio Cristalino e Rio das Mortes). A escala espacial da Expedição Biguá abrangeu desde a cidade de Aruanã-GO até quase o final da Ilha do Bananal, maior ilha fluvial do mundo.

Este estudo foi financiado pela FAPDF (Edital Demanda Espontânea Nº04/2017 - http://www.fap.df.gov.br/) e contou com suporte logístico/financeiro do Programa de PósGraduação em Ciências Ambientais (PPGCA - http://fupunb.wixsite.com/ppgca), Faculdade UnB Planaltina (FUP - http://fup.unb.br/), AquaRipária (http://www.aquariparia.org/) e Environmental Isotope Studies (EIS - https://www.eisunb.com/).

Coletamos informações ambientais e biológicas capazes de dar subsídio a dez estudos principais (vejam títulos provisórios abaixo) além de outros tantos secundários:

1. Biomagnificação de mercúrio na cadeia trófica do Rio Araguaia;

2. Diversidade da comunidade fitoplanctônica do Rio Araguaia;

3. Diversidade de bactérias magnetotáticas no Rio Araguaia;

4. Produção de Gases do Efeito Estufa nos Sedimentos Fluviais e Lacustres: Contribuições na Fronteira das Mudanças de Uso/Cobertura do Solo;

5. Balanço de carbono no Rio Araguaia;

6. Dinâmica da comunidade zooplanctônica na Planície de Inundação do médio Araguaia;

7. Fatores determinantes da diversidade beta das comunidades de macrófitas aquáticas na Planície de Inundação do Rio Araguaia;

8. Homogeneização dos hábitos alimentares em comunidades ribeirinhas;

9. Padrões espaciais de macroinvertebrados associados a macrófitas aquáticas na Planície de Inundação do médio Araguaia;

10. Caracterização fisico-química e qualidade da água na Planície de Inundação do Rio Araguaia.

A equipe de campo foi formada por dois docentes (Ludgero Vieira/UnB-FUP e Priscila Carvalho/UFG), oito doutorandos (Ana Caroline de Alcântara Missias/PPGCA-UnB/FUP, Clara Nina Rodrigues Nunes/PPGCA-UnB/FUP, Lilian de Castro Moraes Pinto/PPGCA-UnB/FUP, Leonardo Fernandes Gomes/PPGCA-UnB/FUP, Cleber Nunes Kraus/PPGCA-UnB/FUP, Regina Célia Gonçalves/Ecologia-UnB/IB, Flávio Roque Bernardes Camelo/Ecologia-UnB/IB e Ludmila Caetano/ Inst. de Geociências/UFF), um mestrando (Leonardo Beserra da Silva/PPGCA-UnB/FUP) e três alunos de graduação/Iniciação Científica (Paulo Henrique Araújo Dias/Gestão Ambiental/UnB/FUP, Thallia Santana Silva/Gestão Ambiental/UnB/FUP e Igor Nunes Taveira/Ciências Biológicas/UFRJ).

Além dos pesquisadores, compôs a equipe de campo: (i) a jornalista Serena Veloso Gomes, que brilhantemente fez a cobertura da Expedição Biguá, atuando inclusive na coleta de informações da população ribeirinha e (ii) o grande cozinheiro da FUP, Stanislau Pinto Brandão, "Sr. Brandão"! Em todos os dias, o Sr. Brandão acordava por volta das 04:00 horas da madrugada, às 06:00 o café da manhã estava pronto, às 10:00 o almoço era servido e às 18:00 o jantar estava à mesa! Sempre com um grande sorriso no rosto, o Sr. Brandão "mimou" todo nosso grupo, tanto com comidas deliciosas quanto com seu carisma.

Apesar do trabalho árduo, que iniciava às 06:30h e terminava por volta das 19:30h (com exceção de um grupo, cuja rotina diária frequentemente chegava até às 22:30h), toda equipe trabalhou com muito entusiasmo e dedicação ímpar! Esperamos que estes projetos somem com as demais atividades desenvolvidas na FUP e colabore com o estabelecimento e maior qualificação de nossos programas de Mestrado e Doutorado (rumo ao tão sonhado Conceito 5 da CAPES em 2021). Um agradecimento especial vai para a direção da FUP, para o Joaquim e Salgado, que continuamente vêm nos ajudando das mais diversas formas possíveis! Segue abaixo algumas fotos retratando um pouco tudo o que foi desenvolvido.

Muito obrigado a todos!

Ludgero Vieira

 

Na edição nº 21 da Revista Darcy também há uma reportagem sobre a Expedição Biguá (págs 28 - 35). Para visualização acesse o link: Revista Darcy nº 21

Vídeo sobre a expedição:

 

 

A reportagem do Hora 1, exibida no dia 16 de abril de 2019, traz as questões do novo decreto nº 9.760, de 11 de abril de 2019 que mantém a previsão de que multas ambientais podem ser convertidas em serviços de preservação e recuperação do meio ambiente e cria o núcleo de conciliação. Especialistas fazem algumas ressalvas e dizem que não esá muito claro como vão funcionar esses núcleos de conciliação e também duvidam que os conciliadores vão dar conta dos milhares de processos administrativos que são abertos todos os anos.

O coordenador do projeto AquaRiparia e pesquisador da Universidade de Brasília, José Francisco Gonçalves Júnior, fala sobre o perigo dessas decisões, que podem fragilizar as áreas de proteção permanente. Acompanhe a reportagem:

 

 

 

 

A reportagem do Jornal da Globo em parceria o Globo Natureza traz discussões envolvendo a utilização e a falta de água para irrigação de lavouras. O Brasil é um dos 10 países que mais consomem recursos hídricos na agricultura e deve ter um crescimento de 45%. Para isso dar certo sem esgotar a matéria prima, a construção de barragens é uma boa opção, que pode ajudar a melhorar a vazão dos rios. O coordenador do projeto AquaRiparia e pesquisador da Universidade de Brasília, José Francisco Gonçalves Júnior, fala sobre a preservação do Cerrado, conhecido como berço das águas.

 

Acompanhe a reportagem:

 

Adote uma nascente é o programa do IBRAM que procura pessoas dispostas a conservar e proteger os recursos hídricos e foi tema de reportagem no Bom Dia DF, da Globo. Aqui no Distrito Federal mais de 300 nascentes já foram adotadas.

Acompanhe a reportagem: